
Existe um fenômeno silencioso acontecendo nas escolas que investiram pesado em tecnologia nos últimos anos. Eu chamo de “digitalização do velho”.
O gestor caminha pelos corredores e vê alunos com tablets, professores com notebooks e lousas digitais ligadas. A estética é moderna. Parece que a escola chegou ao futuro. Mas, ao observar a dinâmica da aula por cinco minutos, percebe-se algo frustrante: a prática pedagógica é exatamente a mesma de 1990.
O professor projeta um texto (que antes escreveria no quadro) e o aluno copia ou lê em uma tela (o que antes faria no caderno).
Mudou o suporte, mas a lógica de ensino continuou passiva. O aluno continua sendo um consumidor de informação, e não um construtor de conhecimento.
Se for para fazer isso, o caderno e o giz eram mais baratos e davam menos problema técnico.
O problema não é a ferramenta, é a falta de Intencionalidade Pedagógica
Para a adequação à legislação de 2026 e às competências da BNCC, comprar TDICs (Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação) é a parte fácil. O desafio real é responder à pergunta: “Por que estou usando isso?”
Isso é Intencionalidade Pedagógica.
- Se eu uso um tablet apenas para o aluno ler um PDF, eu subutilizei o recurso.
- Se eu uso o mesmo tablet para o aluno criar um modelo 3D, gravar um podcast sobre a matéria ou programar um jogo que explica um conceito matemático, aí sim houve intencionalidade. O aluno saiu da passividade para a atividade.
A tecnologia não é mágica. Ela é uma alavanca. Se o ponto de apoio (a metodologia) estiver errado, a alavanca não move nada.
O Professor não é o inimigo, ele é a chave
É injusto cobrar essa mudança de chave apenas do professor. Durante décadas, a formação dele foi baseada no modelo expositivo. De repente, joga-se um computador no colo dele e exige-se “inovação”.
Isso não funciona. E gera o cenário atual: equipamentos caros servindo de “projetor de luxo”.
Para romper esse ciclo, a escola precisa deixar de ser apenas a fornecedora de equipamentos e passar a ser parceira na formação.
O professor precisa de um parceiro que lhe mostre o como e o porquê, não apenas o o quê. Ele precisa entender que a tecnologia não veio para competir com a aula dele, mas para permitir que ele faça coisas que antes eram impossíveis.
Formação é processo, não evento
Workshops de fim de semana não resolvem. A construção dessa intencionalidade pedagógica exige mentoria continuada, “chão de escola” e troca de experiências.
Na InovaEdu, nós não vendemos a ilusão de que a tecnologia resolve tudo sozinha. Nós trabalhamos na engenharia pedagógica: ajudamos sua equipe a desenhar aulas onde a tecnologia tem um propósito claro de desenvolver habilidades e competências.
Não queremos que sua escola seja apenas “equipada”. Queremos que ela seja, de fato, inovadora. E isso só acontece quando a tecnologia encontra a intencionalidade.
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